Durante esta audiência, realizada sob a Subcomissão do Senado para o Oriente Médio e Contraterrorismo, contando com a presença de senadores de alto escalão e autoridades do Departamento de Estado, influente senador Ted Cruz, os quais chamaram atencao sobre "as atividades terroristas no Sahel e saara, e o grupo da Frente Polisário, objeto de combate e terrorismo".
O sr Cruz denunciou o Irã que busca "transformar a Frente Polisário em algo semelhante aos Houthis na África Ocidental, travando guerras e ameaças, contra a estabilidade regional e parceiros dos EUA".
Considerando "sempre que o Irã mantém influência sobre a Frente Polisário, como grupo terrorista ligado aos iranianos", tal grupo separatista possui drones fornecidos pela Guarda Revolucionária Iraniana e transporta armas, além de recursos na região, junto às organizações jihadistas e outros grupos separatistas.
O senador Cruz informou que a Frente Polisário deve ser designada organização terrorista, sendo um projeto de lei que pode mudar o comportamento dos membros da Polisário, formados e treinados militarmente pelo Irã, e com armas do Hezbollah.
Em resposta às perguntas dos membros da subcomissão, Joel Burkert, Coordenador Adjunto para Contraterrorismo do Departamento de Estado, sublinhou que o governo dos EUA continua trabalhando com os países da região para "combater a ameaça, representada pelo Irã e seus aliados" no Norte da África e no Sahel.
Considerando que "o governo Trump deixou claro que o contraterrorismo vai continuar sendo uma prioridade em prol da segurança de todo território nacional". mantendo de forma direcionada e resoluta, os laços de parceiros e compromisso face ao combate às ameaças terroristas.
Para sr Burkert, "o Norte da África com o qual detemos muitos parceiros, eles são cada vez mais autossuficientes, em termos de trabalhar, de identificar e neutralizar ameaças, contro os interesses dos EUA e da segurança regional compartilhada".
A este respeito, a autoridade do Departamento de Estado dos EUA saudou o excelente nível de cooperação com Marrocos nesta área, considerando o Reino, um país que contribui muito para a promoção da estabilidade e segurança por meio da cooperação, e compartilhamento de conhecimentos e cooperação com os países do Sahel.
Por sua vez, Robert Palladino, alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA para Assuntos do Oriente Próximo, apontou o Marrocos como um importante aliado dos Estados Unidos, não pertencente à OTAN e parceiro estratégico de Washington, em termos de cooperação antiterrorista e inteligência.
E para o sr Palladino, a "clara vontade" do Presidente Donald Trump é de se chegar a uma solução definitiva da disputa regional sobre o Saara Ocidental, cujos Estados Unidos detêm o seu compromisso e objetivos firmes, de promover a paz e a segurança regionais, e prevenir sobre atividades terroristas na região.
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